Hoje na Economia – 03/04/2025
Cenário Internacional
No cenário internacional, o destaque são as tarifas recíprocas anunciadas ontem à tarde por Donald Trump. As medidas preveem uma tarifa mínima de 10% sobre todas as importações, com alíquotas superiores a esse patamar para cerca de 60 países. Entre eles, a China enfrentará uma tarifa total de 54%, enquanto a União Europeia será taxada em 20% e a Índia em 26%. Segundo a Bloomberg, tanto a China quanto a União Europeia já está preparando medidas de retaliação em resposta.
Na agenda de dados, no Japão, o PMI composto de março ficou em 48,9, acima dos 48,5 da prévia. Na China, o índice Caixin composto registrou 51,8, avançando em relação aos 51,5 de fevereiro. Na Zona do Euro, o PMI composto fechou o mês em 51,3, superando os 50,9 da prévia. Ainda na região, o índice de preços ao produtor (PPI) de fevereiro teve variação de 0,2% M/M e de 3% A/A, abaixo da expectativa de 0,3% no mês e em linha com a projeção para o ano.
Na agenda de hoje, nos Estados Unidos serão divulgados os dados semanais de pedidos de seguro-desemprego às 9h30, o PMI final de março às 10h45 e o ISM de serviços às 11h, cuja estimativa é de 52,9.
Cenário Brasil
Ontem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas recíprocas, com taxação mínima de 10% sobre todas as importações, alíquota que também será aplicada sobre o Brasil a partir do dia 5 de abril. Diante desse cenário, o governo brasileiro pretende continuar investindo nas negociações com a Casa Branca, ainda que considere difícil qualquer alteração.
Ontem a Câmara aprovou o PL da Reciprocidade, que autoriza aplicação de contramedidas a países ou blocos que imponham barreiras a produtos brasileiros. O texto agora segue para sanção presidencial.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, escolheu o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP), para relatar a reforma do Imposto de Renda.
No âmbito fiscal, a ministra Simone Tebet disse que o Orçamento de 2025 deve ser sancionado pelo presidente Lula no próximo dia 11 de abril, e que o governo não discute uma mudança na meta primária de 2026.
No mais, a imprensa informa que integrantes do governo receberam com preocupação o aumento da desaprovação da gestão de Lula, registrado na pesquisa Quaest divulgada na manhã de ontem. A percepção é que a inflação persistente dos alimentos ainda causa um forte mau humor na população, com reflexo direto na avaliação de Lula.
A agenda de hoje está esvaziada.