Hoje na Economia – 31/03/2025

Hoje na Economia – 31/03/2025

Cenário Internacional

Os mercados aguardam o dia 2 de abril, quando devem ser anunciadas as tarifas de reciprocidade prometidas pelo governo Trump. Apesar da ausência de novas informações, ao que tudo indica, nenhum país será isento.

Na França, a líder da extrema direita, Marine Le Pen, foi condenada por corrupção devido ao desvio de recursos públicos e ficará inelegível por cinco anos.

Na agenda de indicadores, no Japão, a produção industrial de fevereiro variou 2,5% M/M e 0,3% A/A, enquanto as vendas no varejo cresceram 0,5% M/M e 1,4% A/A, em linha com as expectativas. Na China, o PMI de manufatura registrou 50,5 pontos, superando a projeção de 50,4, impulsionado pelo aumento na produção e na demanda interna e externa, apesar das tarifas de importação dos Estados Unidos. Já o PMI de serviços ficou em 50,8, acima da estimativa de 50,6.

Nos EUA, serão divulgados hoje o PMI do Chicago Fed, às 10h45, e o do Dallas Fed, às 11h30.

 

Cenário Brasil

Jornais reportam que o presidente Lula deve utilizar os próximos dias para sancionar o Orçamento de 2025, e se reunir com os presidentes dos partidos da base governista para avançar nas negociações sobre a reforma ministerial.

Diante da expectativa pela imposição de tarifas de reciprocidade prometidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o dia 2 de abril, o Valor Econômico informa que o principal negociador comercial de Trump planeja uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nesta segunda-feira. Lula também afirmou que o Brasil tentará negociar com os Estados Unidos antes de tomar qualquer outra medida, como impor tarifas em resposta ou recorrer à OMC.

Além disso, na sexta-feira, foi anunciado que o BRB propôs a compra de 49% das ações ordinárias e 58% do capital total do Banco Master, em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 2 bilhões. O Banco Central terá até 360 dias para analisar a transação.

Na agenda do dia, foi divulgado o Relatório Focus, que mostrou estabilidade nas expectativas de inflação para os anos analisados. A única variação relevante ocorreu na projeção para o PIB de 2025, que recuou de 1,98% para 1,97%.

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